Pirenópolis - Uma cidade histórica de Goiás

Esta foi a última viagem que eu fiz na Ténéré 600, na data de 30 de outubro de 2009. Uma quinta-feira a viagem começou às 18:00 hs, onde peguei a minha esposa saindo do seu trabalho e de lá mesmo nós já partiríamos para esta nova aventura.
Minha primeira meta era o seguinte: O tempo estava fechado e com alguns pontos chuvosos dentro da cidade, principalmente onde minha esposa trabalhava, então tinha que chegar lá rápido e sair rápido para não molharmos muito, e ainda em plena 18:00 que é considerada a hora do rush, sair com rapidez e segurança de dentro do centro da cidade e conseguir chegar até a rodovia e pegar a estrada. Pois, viajar a noite e com chuva de moto? Isso não é legal!
Ufa! Consegui cumprir a primeira parte, porque saí da cidade em tempo hábil, consegui fugir da chuva e não molhamos, agora o negócio era tentar atravessar um trecho altamente perigoso na saída de Uberlândia sentido Itumbiara ainda enquanto o sol tivesse ali iluminando o dia. Passando por Tupaciguara, consegui rodar 60 Km ainda com o sol ali quase se escondendo, então quando caiu a noite... hora de tirar a mão do acelerador e diminuir um pouco a velocidade por motivo de segurança, mesmo que a Ténéré tenha dois faróis, é uma moto antiga e a qualidade dos faróis não são assim aquela maravilha.
Segundo objetivo concluído, agora era partir para o abraço, pois havia conseguido chegar em Itumbiara por volta de 19:30 onde demos uma paradinha para beber uma água no posto, e quando eu e minha esposa subimos na moto e decidimos sair, não andamos nem 3 Km quando de repente a roda traseira deu aquela travada e depois uma deslisada no óleo, vixi, quase caí, sem falar no maior susto.
O que aconteceu foi que a trasmissão não estava legal, e eu não havia me atentado para esta condição (negligência minha) e a transmissão saiu da coroa e causou o travamento da roda traseira o que levou o motor dar um travada no peão e levou o óleo a uma pressão tremenda que começou a vazar pelas mangueiras que passa perto ali do peão, então achei que a minha viagem tinha acabo ali.
Voltei para Itumbiara para buscar socorro, como a trasmissão tinha estrago, tive que voltar na contra mão a 20 Km/h até achar um retorno e chegar até a cidade, foi mais de 40 minutos andando nesta média de velocidade com a transmissão dando alguns estralos estranhos.
Depois de muito tempo procurando um mecânico, achei um cara super atencioso que me deu o maior apoio, pois ele não estava trabalhando, e havia saído com sua família, eu esperei ele voltar, e sem dó nem receio ele meteu a mão na graxa e foi arrumar minha moto e descobriu que um rolamento da roda havia quebrado e para trocar só no outro dia, então o jeito era achar um lugar para dormir e comer, comemos nem lembro o quê, mas o que foi mais engraçado foi o local onde eu dormi, como eu não sabia quanto ficaria o concerto da moto, tive que procurar um local barato para dormir... hahahaha cara, o local que eu encontrei era tão barato, mas tão barato que não vou nem comentar muito, as fotos falarão tudo, só se atente o detalhe do chinelo, havia um chinelo para o hóspede onde cada pé era de uma cor, sem falar no banheiro.
Dia seguinte é dia de pegar estrada e continuar, onde chegando próximo à cidade de Morrinhos a moto inexplicavelmente soltou a mangueira da torneirinha direita do tanque soltou e começou a vazar combustível bem em cima do escapamento, foi um pânico geral, achei que aquilo ia pegar fogo, e um tanque com capacidade de 24 litros pegar fogo, imagina né.
Depois disso minha moto começou a morrer inexplicavelmente quando eu passava de 120 Km/h, logo desconfiei que era bomba de gasolina, mas sem ferramentas apropriadas para tira-la tive que andar em baixa velocidade, média de 100 à 110. A bomba de gasolina da Ténéré 600 tem finalidade útil só quando você está muito correndo ou quando o nível da gasolina está muito baixa, se você tiver acima de 1/3 de tanque de combustível, tranquilamente você anda sem bomba até 140 Km/h, mas quando o nível está abaixo disso a moto começa a cortar acima de 110 Km/h, então dali em diante só no "sapatinho", só ali nos 100 - 110 Km/h até chegar em Anápolis-GO.
De Uberlândia - MG até Anápolis - GO dava em média 400 Km, o que fiz tranquilo com um tanque de combustível, pois o tanque tem autonomia para isso facilmente.
Paramos lá, almoçamos uma bela de uma carne assada que o tio da minha esposa faz muito bem, sem falar na maça de peito que ele assa que nunca vi ninguém fazer igual. E como o diato diz: Barriga cheia pé na areia.



Moto na casa do mecânico após ter estrago a transmissão

Hotel 5 estrelas. hahahaha

Detalhe para o chinelo.

Parada em Anápolis para o churrasquinho básico










































Este mingau de milho com frango não tem igual!

Este restaurante parece aqueles que vimos em novelas da época antiga. Muito caro por sinal.

Como não tive coragem de comer naquele restaurante caro, resolvemos comer a melhor pamonha do Goiás. Êta pamanho boa sô.

Residências da cidade tudo neste estilo. Muito legal achei, é uma parte do passado que você pode ser personagem...
Lojas locais.

Chegando em Caldas Novas - GO você encontrará algumas loginhas também com bastante souvenirs.
A boate do doce. Você já viu isso? Muito legal, tem todo tipo de doce, até doce de pimenta e é estilo uma boate onde tem jogos de luz e fica tocando música.

Vários enfeites legais e bastante artesanato regional.

Uma paradinha em Caldas Novas para tomar um banhe de água quente.
Arrumando acampamento para terminar de chegar em Uberlândia - MG.
Ponte que divide o estado de Minas com Goiás.


Rio Paranaíba

No alto da serra de Piracaíba - MG contemplando a paisagem linda.


Quando cheguei de viagem ainda tive essa maravilhosa surpresa... Meu filho havia arrancado o primeiro dente. Muito Legal. Te amo filho.

PS: Fica aqui minha inteira satisfação por essa moto maravilhosa, que me levou por lugares incríveis e que aguentou bem os trancos e barrancos. Lugares que nem BMW GS-1200 passou, lá estava ela. Gostei bastante e certamente ficarei com saudades.